sábado, 4 de agosto de 2012

Grande Clarice Lispector...


"Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo.

Tenho um sorriso confiante que às vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele.

Sou inconstante e talvez imprevisível.
Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras.
Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo.
São poucas as pessoas pra quem eu me explico...
Correr atrás daquilo que realmente queremos é uma obrigação nossa! Viva... ame... pense... erre... e depois do erro corra atrás de refazer o seu acerto... nada é pra vida toda... O importande é ser feliz sempre! Não pense no mal, pense apenas no bem, que assim a felicidade um dia vem...
Renda-se, como eu me rendi... Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei... Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento".

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A graça de ser "eu"





Há alguma graça em ser só?! Ando pensando muito nisso.
Muitas vezes as pessoas querem ser simpáticas, mas nem sempre conseguem. Às vezes esse “querer” é demonstrado de formas “bem sem graça”.
Cara, eu acho que não tatuei na testa “solteira infeliz”, por que todo mundo quer me casar?!
Acho louvável as pessoas com bom humor, adoro me sentir acolhida, mas detesto certas brincadeirinhas. No entanto, tento relevar. Dou aquele sorriso amarelo, assim como dou as costas ou mudo de assunto conforme me convém.
Minha vida não é um livro aberto, que tá na estante de uma livraria qualquer e disponível pra venda.
Eu não sei por que, em pleno século XXI, que muitas das mulheres que se julgam tão modernas e independentes, atribuam felicidade a estado civil. Pra essas, se você é solteira, não tem namorado ou marido, ou sei lá o quê, não é feliz, falta algo.
Imagina então quando alguém, solteira, passa dos 30 anos!!!
Fico indignada quando a sociedade interpreta a vida de um (a) solteiro (a) como uma vida infeliz.
Ser sozinho, nem sempre significa solidão. Muitas vezes é opção.
Me intriga como as pessoas se perdem tanto nos argumentos, puramente rasos, e limitam tanto suas vidas.
Não sou uma mulher solitária, apenas estou só. E, ao contrário do que muita gente possa pensar, estou feliz assim.
Nem sempre os casamentos acabam com a solidão. Tem gente que vive junto e mal conversa, não trocam palavras, não trocam olhares... sexo sem amor, tá cheio de gente aí fora fazendo... prostitutas, garotos de programa, também fazem, sabiam?! Hehehe
Por essas e outras, continuo a escrever aqui o que penso e sinto, sem medo de desagradar.
Luto pelo direito de ser só, mais ainda, pelo direito de administrar minha própria vida.
Casamento não é imposição, é escolha, assim como a minha vida de solteira... hehehe!

sábado, 14 de julho de 2012

Recebi este texto quando estava em treinamento em POA para Caixa Federal.
Compartilho com vocês:

"Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. 
Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. 
Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! 
Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida. 
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. 
Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: amoxicilina e paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado. 
Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida... 
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e depois perdem-se, difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados. 
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. 
O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. 
O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro. 

Limão e Limonada 

As Ciências Humanas estão sempre tomando emprestado das Exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da Física e atende pelo nome de resiliência. 
Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo. 
Em Humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada, saborosa, refrescante e agradável. 
Aprendi que não adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E rapidamente, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se forem alimentados. Muitos deles resolvem-se por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula corretamente. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados. 
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem não do que nos falta, mas do mal uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo. 
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias ao invés de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói 100 tristezas... 
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades, impostas ou auto-impostas, que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria. 
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Apreciamos a luz porque já estivemos no escuro. Apreciamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza. 
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o Sol brilha e aquece. Se é noite, a Lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a Vida".


terça-feira, 3 de julho de 2012

Olá pessoal!

Resolvi voltar a postar no blog. Escrever sempre me fez bem, não devia ter parado.
Mas, a vida é uma caixinha de surpresas, e hoje estou numa fase de transição, cheia de mudanças.
Mudar não é muito fácil, dá trabalho, às vezes até assusta. 
A vida mudou. Estou numa cidade nova, cercada de gente estranha, sem família e amigos por perto.
Tudo é novo, os ares são outros. As ruas são diferentes. Os olhares são distantes.
Domingo fui à missa, Igreja cheia, parece que São Borja é na sua grande maioria de católicos.
Mas estranhei... olhava para os lados como se quisesse encontrar alguém para dizer "oi", alguém conhecido.
Pra quem ainda não sabe, saí de Livramento, tô morando em São Borja. Enfim, depois de quase 2 anos de espera, fui chamada pela Caixa Federal.
Costumo dizer que estou no lugar que Deus quer.
Adio alguns sonhos... deixo pra traz muita coisa... mas na certeza de que minhas escolhas me farão feliz.
Mudar implica em evoluir! E evoluindo a gente melhora.
No meu 1º dia de trabalho, respirei fundo e disse pra mim mesma: "Rita, que dia é hoje??? respondi: é o primeiro dia da minha nova vida"!

Saudades de casa... da minha terra... da minha família... e das lembranças e pessoas queridas lá deixadas... saibam que estarão sempre em minhas preces.

Bom início de semana a todos!

... pôr do sol no Rio Uruguai - São Borja/ RS




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012



Uma saudade boa de lembrar...

Silêncio!

Ao ler esta frase, lembrei exatamente de mim, do tempo que estou a viver:
- "Ficar em silêncio não é apenas deixar de falar, mas educar os ouvidos para escutar tudo que está a nossa volta".
Quando um maestro rege uma orquestra, pode ter centenas de instrumentos tocando ao mesmo tempo, mas o olhar atento, o processo de escuta, o faz capaz de saber qual instrumento está desafinado, está em descompasso.
E assim é a vida, e a minha não seria diferente.
Assim como o maestro precisa "treinar" os ouvidos, também nós devemos exercitar a audição, silenciando de vez enquando, parando para ouvir a voz de Deus.
Antigamente eu achava que o silêncio era algo chato, melancólico, algo que me aborrecia. Mas com o passar dos anos vejo o quanto ele é necessário.
Vivo na correria, tentando me encontrar no meio da barulheira. É certo que não mais consigo viver assim. Preciso de tempo. Preciso de silêncio. Preciso de espaço. Preciso "me escutar".
Dizem que só quando as pessoas se acostumarem à quietude, quando conseguirem passar alguns minutos do dia em silêncio, terão a liberdade necessária para decidir sobre sua vida.
Ando correndo atrás de melhores oportunidades, não é fácil, muitas portas estão se fechando, mas eu não desisto.
Quando silencio, escuto meu coração dizer: "eu posso mais do que tenho conseguido", e isso me impulsiona a correr atrás de novos caminhos.
Não pensa que é fácil bater a cara na porta, não pensa que é fácil escutar o desafino da vida e não conseguir reorganizar a "orquestra". Mas se eu não perguntar, a resposta será sempre "não!", se eu não dar um passo à frente, ficarei sempre no mesmo lugar, e se eu não for atrás do que quero, nunca terei nada.
Já dizia o grande poeta Gibran: "quando o seu pensamento não encontra raízes em seu coração, tende a ficar o tempo todo em sua boca".
Se no livro da vida minhas páginas estão sempre ficando em branco, nunca terei nada para editar.
Não quero mais essa mesmice. Preciso mudanças, urgente!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Voltei!

Parei de escrever. Dei pausa às palavras. Idéia não faltou, faltou tempo... faltou vencer a preguiça, o cansaço... a correria dos dias de trabalho e estudos.
Hoje não é diferente, é apenas mais um ano novo que inicia.
O tempo continua curto, o cansaço persiste, as aulas retornam amanhã e me levam o sono por mais 3 semanas.
Sinto que terei que me virar em vários pedaços, a profissional, a estudante, a amiga, a colega, a anfitriã... que loucura! será que consigo?!
Ano novo e todos esperam algo... alguém que virá matar a saudade, que preencherá vazios, um trabalho novo, um salário melhor, um amor que arrebate, uma viagem que modifique, qualquer novidade... algo pra contar.
Também é tempo de despedidas... amigos que se vão, que vão buscar a felicidade em outro lugar... e o bom de tudo isso é ver que acharam.
Pouco nos comovemos, atucanados em ganhar tempo , cumprir metas, "passar" pelos dias... nosso afeto só consegue transbordar no momento crucial de uma separação ou de um reencontro... ah!o reencontro!é tudo muito bom, mas quando tem que dar tchau...
O ano "velho" partiu, outro chega.
Concordo com Martha Medeiros... nosso coração é uma "rodoviária", onde nossos olhos ficam marejados tanto pelo que deixamos pra trás, quanto pelo que aguardamos.
"E é certo, ou virei merengue, ou estou ficando velha. Que seja. A boa notícia é que ainda me emociono".
Promessa de ano novo: voltarei a escrever!
Abraços a todos e votos de um feliz e abençoado tempo de mudanças.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Por que escrever?!

Escrevo sobre o que me emociona, ah! também escrevo sobre o que me enraivece ou o que eu gostaria de entender.
Gosto de escrever sobre canções que me tocam, sobre livros... Adoro livros!
Vejo o mundo sob o prisma da cultura - política, tecnologia, é tudo o mesmo universo.
Tenho me dado o direito de opinar sobre o que desconheço, por que não?
Creio no poder das histórias. Mas por princípio, duvido das boas intenções de alguns poderosos - governos, escolas, igrejas, partidos, mídia... Por vezes só acredito vendo.
"Provocar, estimular o debate e, frequentemente, a confusão - esse é o meu papel e o meu prazer".

sábado, 1 de outubro de 2011

Diga NÃO!

Quando as pessoas falam, é preciso escutá-las, mesmo que falem bobagem, pois é aí que você pode tornar-se melhor que elas.
Diga NÃO a gente que não pensa antes de tascar seus comentários idiotas!

... Conversando em aula: "daonde! dar R$ 700,00 para assistir um show do João Gilberto?!dar dinheiro para assistir um velho maniático, que nem tem a mesma potência vocal que tinha antigamente!" (PRECONCEITO)
... Conversa de 2 estudantes UNIVERSITÁRIOS: -"Fulana" tá depressiva!... - Depressiva?!que idiotice!Depressão é falta de trabalho, falta do que fazer." (FALTA DE INFORMAÇÃO)
... Conversa de 2 dois colegas em ambiente de trabalho: - Você é a favor da descriminalização da maconha?... - Sou a favor de matar todos os usuários! (IGNORÂNCIA)
... "Esse professor é péssimo!Que aula idiota!"... (detalhe: a aluna em questão "assistiu" toda aula de costas para o professor, rindo e falando bobagem) (DESRESPEITO)
... PROFESSOR: "esse é um site para você se aproximar das decisões do Congresso Nacional que afetam diretamente a sua vida", ALUNO (Universitário): "Professor, por que só aparecem os deputados federais e senadores? onde estão os deputados estaduais?" (ESSE É FORA DA CASINHA!É CONGRESSO NACIONAL TCHÊ!)

Diga NÃO ao preconceito, à falta de informação, à ignorância, desrespeito, arrogância, machismo etc e tal.

domingo, 4 de setembro de 2011

Tenho que casar?! Tenho que ser mãe?! Preciso mesmo de um homem pra chamar de meu?! Onde está a felicidade?! Por que a ansiedade?! O que me faz sonhar?! Quando me olho no espelho, o que vejo?! O que é minha culpa?! Virei eterna reclamona?! Sei lidar com as críticas?! A quem estou tentando agradar?! Tô no curso certo?! O que quero pra mim?! Tô feliz?! Não tô, por quê?! Por que estar sozinha?ficar sozinha?chorar sozinha?! Pra que (por que) terapia?! O que me basta?! Cadê Deus?! Cadê eu?! Cadê os amigos?! Cadê a velha Rita?!Cadê tudo?!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O aprendizado é simples: quem não me procura, é por que não sente a minha falta. E quem não sente a minha falta, não me ama.
A velha máxima de que, o destino até pode determinar quem entra nas nossas vidas, mas é a gente que decide quem vai ficar nela.
Às vezes escolho mal, faz parte...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Militares, nunca mais!

Ainda bem que hoje tudo é diferente, temos partidos políticos sérios, honestos e progressistas. Cresce o grupo que não quer mais ver MILITARES NO PODER, pelas razões abaixo:
"Militar no poder, nunca mais. ELES "só fizeram lambanças":

- Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista.

Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora. Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que iam de um lado ao outro e não queriam sofrer na espera da barcaça que levava meia dúzia de carros.

Criaram esse maldito do Pro-Álcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia. Para apressar logo o fim do chamado "ouro negro", deram um impulso gigantesco à Petrobrás, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); sem contar o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do álcool.

Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial. Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego, ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".

Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo. Uma desgraça completa. Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos.

Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça. Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (TUCURUÍ, ILHA SOLTEIRA, JUPIÁ e ITAIPU), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos. O Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso.

Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, deixando tudo pronto para atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades. Baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país.

Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque soltaram uma "bombinha de São João" no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas. Os militares são muito estressados. Fazem tempestade em copo d'água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas... ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.

Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.

Inventaram um tal de FGTS, PIS e PASEP, só para criar atritos entre empregados e patrões. Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever , aumentando mais ainda o poder desses empregados contra os seus patrões.

Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho , pedindo esmolas para sobreviver.

Outras desgraças criadas pelos militares: Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos e burrice de um oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que inventou o sistema PAL-M.

Criaram a EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM. Tudo isso e muito mais os militares fizeram em 22 anos de governo.

Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguinte, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram. Graças a Deus! Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: "Militar no poder, nunca mais"!!! salvo os domesticados.

Autor desconhecido

domingo, 14 de agosto de 2011



"O amor se dobra para não se romper."

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

"Há um jeito de ser bom de novo"

Há uns 4 anos atrás peguei emprestado com uma amiga um livro que na época muita gente falava.


Iniciei a leitura inúmeras vezes, estranhamente nunca consegui chegar a metade do livro.

Mas, mais uma vez, resolvi iniciar a leitura.

O livro começa com uma frase muito simples, ao mesmo tempo que, muito forte: "Há um jeito de ser bom de novo."

Essa frase significa muito pra mim, no entanto, somente eu e Deus sabemos o quanto.

"Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar." (Livro: O caçador de pipas)

Estou lendo o livro tranquilamente, sem pressa, capítulo por capítulo, o legal disso tudo é que é uma leitura cheia de imaginação, eu imagino cada cena, cada história contada.

O romance "O caçador de pipas" fala de amizade, lealdade, medo, traição.

Ouvi dizer que ilustra os caminhos vividos por quem descobre, mesmo que anos mais tarde, que a consciência só conquista a paz quando nos permitimos encarar a verdade de frente, rabiscando um novo desfecho para a nossa história.

Aos poucos tento escrever uma nova história, não posso esquecer o passado, no entanto, posso viver o presente fazendo valer a frase que inicia esse post: "Há um jeito de ser bom de novo."

E eu tô tentando.


"... se chegarmos a raiva e a batalha, é o reflexo da ira de Deus. E, se chegarmos a paz e ao perdão, é o reflexo e o amor de Deus. Quem somos nós neste mundo complicado?"

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Acorda J-U-V-E-N-T-U-D-E!

E isso é só "parte" da letra da música Rehab, grande sucesso de Amy Winehouse...

"They tried to make me go to rehab (tentaram me mandar pra reabilitação)

But I said 'no, no, no' (Eu disse "não, não, não")


Yes, I've been black, but when I come back (é, eu estive meio caída, mas quando eu voltar)


You'll know-know-know (vocês vão saber, saber, saber)


I ain't got the time (eu não tenho tempo)


And if my daddy thinks I'm fine (e mesmo meu pai, pensando que eu estou bem)


He's tried to make me go to rehab (ele tentou me mandar pra reabilitação)


But I won't go-go-go (mas eu não vou, vou, vou)"


Gente! Centenas e centenas de jovens "amam" essa porcaria de música, e pior, se espelham nessa gente sem noção! Quem mais quer morrer aos 27 anos?! Dá fama, não dá?! Às vezes me pergunto: "Será que a juventude ainda tem saída"???

sábado, 23 de julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Feliz Dia do "Irmão"

Escrever sobre "Amigos" não é assim muito fácil ou simples.
Às vezes eles ultrapassam limites, falam demais,ou calam quando não deveriam.
Às vezes "somem", por obter muitas responsabilidades e compromissos, nem sempre estão presentes na nossa vida. Por vezes nos sentimos desamparados, sozinhos, esquecidos.
No entanto com esses pequenos desligamentos, seja emocional ou físico, Deus nos põe à prova, desfaz nossos maus pensamentos, nos puxa pra o que realmente importa. Com isso, percebemos o que é amor/ amizade e o quanto esses pensamentos são longe do "divino", totalmente normais, humanos, no entanto por vezes mesquinhos e tolos.
Amigos seguem muitas vezes caminhos diferentes dos nossos. E nós também seguimos caminhos diferentes deles.
Mas hoje não quero transpor em palavras a carência da presença dos meus amigos. Quero dizer apenas que os amo, que torço pelas suas conquistas, que vibro com suas vitórias, que me alegro com sua felicidade e choro quando não estão felizes.
Amizade é um pouco de dependência, a gente se sente "mimado". Amizade é um amor diferente, um amor que transforma, um amor que transpõe distâncias.
Peço desculpas pelas minhas ausências, pelas vezes que pareci intolerante, intransigente e cheia de cobranças.
Agradeço aos amigos que surgiram sem formatos padronizados, sem valores catados ao vento, amigos que constroem, abraçam, acalentam e oferecem de fato seu ombro amigo e seu ouvido atento.
Obrigada pela solidão necessária, pelas gentilezas, pelo afeto, pelo mistério. É, pelo mistério!
Esse mistério que torna cada um dos amigos eternos.

domingo, 17 de julho de 2011

A tristeza permitida (Martha Medeiros)

Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Amar é uma decisão

Toda família guarda seus segredos, amarga suas dores, tenta esconder seus fracassos e procura superar as dificuldades da convivência. Esforça-se para aparentar felicidade, ainda que tocando a vida entre os escombros de sonhos frustrados.


Não obstante, muitos são os lares cuja felicidade e cujo respeito estão presentes na mesa de cada dia. Apesar das diferenças entre os membros, estas famílias vivem banhadas pelas águas da alegria, e dormem tranquilas sob a brisa da paz. Qual o segredo, então?

A vida prazerosa é como um bolo caseiro. Não basta ter a receita e os ingredientes. O segredo está em saber usá-los. Se receitas bastassem, a vida seria uma grande doceria! Bem como, se fórmulas de felicidade conjugal e familiar funcionassem, a sociedade seria como um Éden sem Serpente.


No entanto, sobra veneno, e falta vida! Então, é preciso tomar algumas decisões.


A primeira delas é em relação ao amor. Amar é uma decisão. Somente isso possibilita a convivência entre pessoas diferentes, mas que tenham sonhos em comum. Eu decido amar, como também decido odiar. Outra decisão é a de perdoar. O perdão não é uma manifestação sobrenatural que invade o coração da gente de vez em quando. É a prática de uma decisão nossa, em nome da sobrevivência, da saúde emocional e espiritual. Quem decide perdoar torna-se mais tolerante, mais sensível às diferenças, mais humano.


Sou eu que decido perdoar ou que decido perpetuar a amargura e o ressentimento no coração.

Uma terceira decisão importante no contexto da família está ligada à nossa capacidade de servir, isto é, dispor a vida para o bem comum. É a disposição de ajudar o próximo, construir juntos, estimular, levantar a autoestima do outro, valorizá-lo naquilo que ele tiver de melhor. Tornar-se companheiro pleno e amigo verdadeiro é muito mais significativo do que ser apenas pai ou mãe, esposo ou esposa. Ser alguém ausente é ser destruidor de sonhos e esperanças.

No entanto, a mais importante das decisões é aquela que resolve colocar o Senhor no epicentro da família. Criada por Deus, a família não sobrevive sem o seu Criador. A decisão de trazê-lo de volta para a vida familiar será o retorno aos melhores dias.


Somente Ele inspira o amor, ensina a perdoar e capacita para o serviço solidário.


(Estevam Fernandes de Oliveira, conferencista internacional, Psicólogo, doutor em Ciências Sociais)


sábado, 2 de julho de 2011

A estatística da vida

O que não faz uma professora péssima?!hehehe... sofri, lutei, me matei estudando! Mas tô livre da Estatística!


Então usei um pouco de criatividade...


Se formos parar para pensar, em média vemos uma juventude que não está nem aí para os estudos, só querem viver o seu mundinho da moda, dando com freqüência a amostra de que vivemos num mundo onde as pessoas não dão a devida significância ao ensino.


As medidas de dispersão atingem a todos, dado que a probabilidade de termos jovens que não cometem erro tipo I ou até mesmo tipo II acaba sendo hoje em dia, apenas uma variável discreta.


Há, pelo Governo, a definição do problema, no entanto, o que atinge nossos jovens é a falta de confiança. Temos uma esperança matemática de que a amplitude de nossos problemas seja uma hipótese nula, onde a estatística atingirá a população jovem que se desviou no caminho.


Mas isso tudo não é a h-ésima parte do problema. Ao passo que o número de observações vai crescendo, vemos que nossa juventude adotou o desvio-padrão, numa combinação de hipóteses alternativas que rejeitam a vida, e dão um grau de liberdade ainda maior em relação a essa variância.


A vida é um teste de hipóteses: ou se percorre o caminho certo, com a certeza disso ser uma distribuição normal da vida, ou percorre-se o caminho errado, onde encontra-se pessoas que vivem na nulidade, construindo um histograma cheio de curvas de dispersão.


A tendência central da maioria é achar que o problema não é seu.


Não faça da sua vida um intervalo fechado de todos os lados: viva, confie, estude, ame! Preocupe-se com os outros! Olhe ao seu redor: “Estatisticamente você nunca sairá perdendo”.