segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Kit Felicidade


Por muito tempo acreditei que a fórmula da felicidade existia.
Um bom trabalho, a família reunida, os amigos do peito por perto.
Mas ser feliz é mais do que isto.
Ser feliz é tomar um chimarrão à sombra de uma árvore, com compania, ou até sem.
Apreciar a paisagem, as diferenças, crianças brincando, pessoas sorrindo, falas contínuas, ou silêncios que falam tudo.
É como ter um "kit felicidade".
Cada um monta o seu.
Se você não está sozinha, nem doente, se acorda toda manhã, tem o que comer, vestir, fazer... se trabalha, se tem uma família que pode não ser perfeita, nenhuma é... se tem amigos, mesmo poucos, mas que lhe são tudo, o que pode te angustiar e entristecer?!
Não estou só, nem doente, nem sem grana, porém desempregada.
Ainda não fiz caminhadas sozinha, e apenas uma vez viajei só, mesmo que por algumas horas.
Nunca aceitei um emprego sem pedir conselho dos pais, irmã e alguns poucos amigos.
Meu kit felicidade?! Cadê?! Onde guardei?!
Às vezes me sinto como a garota deslocada e vestida inadequadamente para a festa.
Mas hoje me senti diferente. O que mudou? não sei bem.
Lembrei do episódio do mês passado, o resgate dos mineiros soterrados no Chile.
Às vezes a gente se sente assim, afundada, sem ver a luz.
O importante é não nos deixar abater pela escuridão de alguns dias, pois a luz continua no mesmo lugar, basta que queiramos vê-la novamente.
Nos colocarmos no subterrâneo da vida nos afasta de Deus, da família, dos amigos, de nós mesmos.
O desejo de subir deve permanecer, como o desejo daqueles homens de garra e de fé.
Voltar a ser feliz, voltar para Deus, para si, para a vida das pessoas a sua volta.
Eu tô tentando.
Pode ser que a escalada de volta exija um "kit felicidade".
Então, vou dar jeito de procurar o meu, ele não se perdeu por aí, deve estar escondido num cantinho qualquer esperando por mim.
E o seu, por onde anda?!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Quem usa droga financia a violência

Quais são as piores músicas que você já ouviu?

Às vezes tenho a sensação de ter nascido na época errada.
Hoje lembrei da minha adolescência, "das músicas" que eu sempre detestei ouvir mas acabava ouvindo, não por que eu queria, mas por que meu irmão escutava em alto e bom som, pra toda quadra ouvir... hehehe
Mas, por que hoje lembrei disso?! por que hoje acordei com um som que agride meus ouvidos: rap.
Poderiam colocar um cantor que eu ame cantando Rap e mesmo assim eu não ouviria.
Eu detesto!
Quer me deixar irritada, põe uma música que eu não goste bem alto, viro o cão!
Quando era mais jovem, ouvia o som do quarto ao lado tocar Bob Marley (que aprendi a odiar)... Marcelo D2, Racionais, e por aí vai.
Não posso olhar a cara daquele "tal Marcelo"... que graça a juventude acha em cantar letras tão idiotas e que fazem apologia a maconha?!
Que baitas letras... "eu canto assim porque eu fumo maconha", ou aquela assim "adivinha Doutor quem tá de volta na praça?! Planet Hemp, ex-quadrilha da fumaça", "quem nasceu pra malandragem nunca quer ser doutor", "eu tenho pena de você otário se cruzar comigo, a erva não é perigosa, mas eu ofereço perigo se te pego te dou um sacode", "maconha não pode te prejudicar"... poderia citar "trocentos" trechos de "músicas" assim... mas cá pra nós, isso é música?!
Digo: não nasci na época certa mesmo!
Quer saber?
Nessas horas a Ditadura faz muita falta!... e esse bando de peste não ia se criar.
Critico mesmo!
"Esses" são um bando de merda que como diz um "certo professor" da faculdade: "deveriam ser extirpados".

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Preste atenção!
Mesmo onde você enxerga um vazio, pode ter gente dentro.

O que mais você quer?

"Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas idéias minhas que não são muito abençoáveis.
Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo.

Me permitir ser um pouco insignificante.
E na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir.

O que eu quero mais?

Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, maridos e filhos e bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã."

(Martha Medeiros)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Competência

"Dizem que não se cobra pelo que se faz, mas pelo que se sabe."