sexta-feira, 17 de julho de 2009

Pura poesia...


"Não são as riquezas e a glória, nem mesmo a glória do céu que meu coração ambiciona.
O que eu quero é o amor. Eu suspiro por maravilhas diferentes, por outro mundo de resplendores mais sublimes que os do oceano, das montanhas e dos vales.
Suspiro por um ideal de amor, que tem como conseqüência a dor, mas que apesar dos espinhos exala o perfume da alegria.
O que desejo ao mundo é loucura, minha ânsia de servir e amar inquieta os corações humanos, que no mundo vivem a buscar o que lá nunca vão encontrar." (Música: Ideal de Amor - Irmã Kelly Patrícia)
Tempo...

Há quanto tempo você não tem um tempo só seu?!
Acho que todo mundo algum dia na vida já se perguntou isso, pois eu tenho me feito esta pergunta.
A gente corre pra cá e pra lá toda semana, vive regrado, cheio de coisas e horários a cumprir, que quando chega o final de semana a gente só quer se "socar" em casa e não por o nariz pra fora.
Bom, não é todo mundo que é assim, isso é bem verdade, mas eu me encontro neste grupo seleto que se esconde no final de semana.
Bobagem se achar "anormal" por que aos 27 anos eu seja assim, mas na verdade eu sempre fui muito caseira.
Não sei o que me espera logo à frente, mas fico pensando se "aí fora" ainda existe gente como eu.
Que goste de ler, não qualquer coisa, convenhamos, escutar Vinícus de Moraes, Toquinho, Djavan etc e tal...
Quem vai ficar em casa em pleno sábado a noite, na beira da lareira, vendo o show do Roberto Carlos?!
Conversar com algumas poucas pessoas sobre os medos contemporâneos como "morte, solidão, fracasso, inveja, envelhecimento, paixões, a falta de sentido da vida"?!
Há quem me ache uma boba, "anormal"... até porque não dizer chata!
Mas quem pensa assim?! Algumas poucas pessoas que pra mim não fazem diferença, que o que pensam ou falam a meu respeito não me atinge, se é que é isso que querem.
Ando numa fase que não me preocupo mais com o que pensam a meu respeito.
Quem quer ficar perto de mim, fique.
Quem quer me procurar, me visitar, me ligar, pois bem, sinta-se à vontade.
Mas não diga que não avisei.
Não ando perdendo tempo com futilidades, fofocas, ou sei lá o quê.
Meu tempo é curto pra viver tudo que eu gostaria, mas quem sabe algum dia eu viva 1% daquilo que sonhei pra mim um dia... aos 27 anos não sou tudo que imaginava que seria, mas sou feliz do jeito que sou.

sábado, 11 de julho de 2009

Todo mundo deveria ter um controle remoto, como naquele filme:"Click".
Quando a gente tá pra lá de estressada e sem tempo para família e amigos: STOP!
Quando só vive para o trabalho e o estresse que gira em torno dele: PAUSE!
Quando os problemas em casa parecem não terminar e vive surgindo problemas novos: PASSAR À FRENTE!
"Um controle remoto mágico"!!!
Algo que permitisse contornar pequenas distrações cotidianas.
Que deixasse a gente tirar férias e viajar muito, pra bem longe, longe de tudo e de todos... ou pelo menos de todos os problemas num único CLICK!
Um controle que pudéssemos deixar mudo de vez enquando, deixar as pessoas falando sozinhas... principalmente aquelas que não enxergam quando a gente não tá afim de papo!
Pularia cenas e voltaria outras com minha família e amigos.
Traria minha vó Lucília de volta, ou pelo menos viveria ainda mais coisas lindas com ela. Conversaria mais com a vó Odite, como na última vez que me lembro, sentei na cadeira da sua pequena cozinha e a ouvi falar por horas.
Queria poder pular certas situações ruins... mortes, doenças, decepções...
Mas...
Não posso.
Então, preciso voltar a realidade.
Hoje eu não tinha "o tal controle" nas mãos, mas regi meu dia da forma que eu quis.
Dormi muito!!!
Desliguei celular!!!
Não atendi o telefone de casa!!!
Silenciei!!!
Foi bom, mas pena que já acabou o sábado, e só tem mais um dia pra descanso.

sábado, 4 de julho de 2009

Presente na ausência


Há alguns dias tenho sentido falta de algumas pessoas que me são queridas.
Às vezes estamos fisicamente ao lado de uma pessoa, mas não estamos presentes.
Estar presente é muito mais do que estar ao lado, é saber das necessidades, estar à disposição para o que precisar.

A intimidade não é garantida por estar ao lado de alguém, mas sim por estar presente. É possível estar presente mesmo à distância, com um telefonema, um contato, perguntar como estão as coisas, um email, uma mensagem no celular, isto é se fazer presente.


Um dia escutei que o maior exemplo para nós católicos é a Eucaristia, em que Jesus está presente, mesmo estando ausente, a pessoa de Jesus não está entre nós, mas temos a certeza de sua presença real em corpo e sangue, alma e divindade.


Há amigos que são assim!

Não estão todo tempo perto de mim fisicamente, mas o simples fato de existirem na minha vida é motivo de grande alegria.

Quem se encaixa nesse perfil de amigo sabe que o meu período agora é complicado, a família passa por um momento de provação, mais uma, nesse ano que se apresenta cheio de dificuldades.

Mas como diz o ditado gaúcho: "não tá morto quem peleia".


sexta-feira, 3 de julho de 2009

Ansiedade...

"Estado afetivo que gera sentimentos de insegurança."

Ansiedade faz a gente sufocar. Rouba a paz. Rouba o sono. Rouba as palavras.
Traz incerteza, provoca aflição.
É como se fosse a inimiga número 1 da fé.

Ansiedade e fé não se combinam, ou a tua fé vence tuas ansiedades ou a ansiedade vai matando tua fé.
Talvez tanto quanto eu você esteja passando por isso.

É como se estivesse doente, com uma infecção, e doença se combate com remédio. Mas qual?!
Infelizmente ando assim.
Quem sabe por isso é que tenho fugido das palavras, e algumas vezes das pessoas.

Não posso "passar o vírus" pra frente.
Perdoem minhas ausências, parece que estou em quarentena.

sábado, 27 de junho de 2009

Sem inspiração...

Não consigo falar ou escrever... no entanto, posso sentir.

Sinal que tô viva né?!hehehe

Assim que der, escrevo algo.

Bom findi a todos!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Desconstruções
(Martha Medeiros)

Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real. Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito. Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa. A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.