sábado, 16 de outubro de 2010

Escolhas

Quatro amigos decidiram aproveitar um pouco mais o final de semana, já que estavam viajando juntos, e faltaram à prova da universidade que estava marcada para segunda-feira. Na terça-feira, quando chegaram à universidade, foram conversar com o professor e lhe disseram:

- Professor, nós fomos viajar, e na volta o pneu furou, não conseguimos consertá-lo, tivemos mil problemas, e por conta disso não pudemos chegar a tempo para a sua prova. O senhor poderia, por favor, nos dar a chance de fazer a prova em outro dia?

O professor, sempre compreensivo, respondeu:

- Claro que sim. Vocês podem fazer a prova hoje a tarde, após o almoço. Que tal?

Os rapazes então buscaram informações sobre o conteúdo da prova com os outros alunos que haviam feito na segunda-feira, foram para a biblioteca, e “racharam” de estudar.

Na hora marcada para a prova, para surpresa dos rapazes, o professor pediu que deixassem seus telefones celulares com sua assistente, e colocou cada um deles em uma sala diferente. Em seguida entregou a folha de prova que tinha as seguintes perguntas:

Primeira pergunta, valendo 0,5 ponto: “Descreva com suas palavras a Lei de Ohm”.

Os quatro ficaram contentes, pois haviam justamente estudado sobre este assunto, por orientação daqueles que já haviam feito a prova na segunda-feira. Imaginavam que a prova seria fácil e que certamente se “dariam muito bem”. Mas veio então a segunda pergunta…

Segunda pergunta, valendo 9,5 pontos: “Qual pneu furou?"

Ultimamente tenho pensado sobre as escolhas que nós fizemos, sobre a importância e peso que elas têm em nossas vidas.

Ouvi essa pequena história que demonstra muito bem o que tenho pensado e falado aos amigos.

Nela você nota que não importa qual escolha você fizer, seja a certa ou errada, ela te acompanhará a partir de então, e mais, você colherá o resultado dela logo adiante!

Então vale lembrar aos que estão lendo esse Blog agora: "não adianta, na vida não há atalhos, não há facilitadores!

Existem duas maneiras de obter o que desejamos e que ao meu ver recebem nomes diferentes, mas que possuem o mesmo significado, ou seja, definem dois lados diferentes dos resultados que alcançaremos. Tipo: a certa e a errada, a boa ou a ruim, com ética ou sem ética, com moral e sem moral, com razão e sem razão... e por aí vai.

Ou seja, suas escolhas o levarão para um destes lados, lembre-se que é inevitável, um será negativo e o outro será positivo, compete a você saber escolher qual deles e colher os frutos destas escolhas.

sábado, 9 de outubro de 2010

Aprendendo

Consegui algumas vitórias, descobri segredos da alma que faz silêncio.
Rezar é distrair-se com Deus.
Às vezes a gente chora, outras ri, outras sofre, sente, vive, outras tantas se revive.
A mente humana é uma caixinha de surpresas.
Quanta coisa se guarda nela?!
Quanto ressentimento?! mágoa?! recalque?!
Quanto sofrimento, desilusão, solidão?!
Quantos sonhos se perdem no meio do nada, quando esquecemos que tudo está nas mãos de Deus, mas que ao mesmo tempo Deus nos deu a oportunidade de fazer nossas escolhas?!
É, a verdade é clara. "Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você."
É triste ver que tem gente sofrendo por que escolheu errado.
Dia após dia seguirei aprendendo...
E se Deus quiser, a tempestade vai passar, por que eu creio num Deus imenso, mesmo que o problema pareça impossível de se solucionar, Deus é Maior, eu sei.

"Jesus, eu confio em Vós."

sábado, 25 de setembro de 2010

"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"

Ultimamente tenho me perguntado: “Por que Deus me abandonou? Por que abandonou minha família? Por que abandonou meu irmão?” Se existe uma realidade misteriosa na nossa vida, essa é o sofrimento.

Gostaríamos de evitá-lo, e às vezes evitamos mesmo, por um tempo... no entanto, mais cedo ou mais tarde ele acaba por chegar, tirando nosso sono, tirando nossa paz.

Diante da dor me sinto impotente e carente.

Até mesmo quem está próximo a mim, muitas e muitas vezes é incapaz de me ajudar a superar a dor. Mas, mesmo assim, às vezes, basta que alguém se disponha a dividir a dor comigo, embora em silêncio, e ajuda muito.

Simples gestos de atenção, gestos de carinho, mais gestos... menos palavras... pois há momentos em que as palavras não resolvem.

“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"

Eram três da tarde quando Jesus lançou este grito ao céu.

Hoje lancei o mesmo grito: “por que me abandonaste?”

Havia três longas horas que Jesus estava suspenso na cruz, pregado pelas mãos e pelos pés, mas Jesus não se deixou vencer pela dor, como que por uma alquimia divina, transformou a dor em amor, em vida.

Enquanto Jesus parecia sentir a infinita distância do Pai, Ele fez como que um esforço desmedido e inimaginável.

Ele acreditou no seu amor e abandonou-se totalmente às mãos do Pai: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”.

Se é verdade que Jesus assumiu todas as dores do mundo, todas as divisões da humanidade, então também é verdade que lá onde sinto sofrimento, em mim ou nos meus irmãos e irmãs, posso enfim reconhecer Jesus.

As dores física, moral, espiritual, me fazem lembrar de Cristo.

Quanta dor suportou?!

Meu sofrimento parece pequeno.

Rezem pela minha família.

Rezem pelos que sofrem.

Peçam a Deus no seu sofrimento: “Meu Deus, dá-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar o que está ao meu alcance e sabedoria para que eu saiba a diferença entre ambas."

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010


"Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que não tenho tido tempo de chorar".
(Carlos Drummond de Andrade)
Um dia ganhei de uma grande amiga uma ampulheta.
Presente simples e de grande valor sentimental.
Quando tenho meus devaneios, minhas crises existenciais, apenas viro a ampulheta e recordo que o tempo que passou não volta mais.
Assim como as alegrias passam, também passam as tristezas, e as minhas, um dia passarão.
Talvez seja só TPM, talvez seja crise de idade, talvez seja ansiedade, falta de paciência... talvez eu não saiba o que é tirar férias... talvez esteja entediada... talvez esteja cansada... dos outros, de mim... do trabalho...
O fato é que hoje gostaria de poder me reescrever.
Não reeditar.
Refazer tudo de novo mesmo, uma página em branco, só minha.
É preciso reservar um tempo para si mesmo.
O difícil é conseguir que os outros entendam que preciso de tempo.
Ninguém entende...

Deus é Pai (Padre Fábio de Melo)

Quando o sol ainda não havia cessado seu brilho,
Quando a tarde engolia aos poucos
As cores do dia e despejava sobre a terra
Os primeiros retalhos de sombra
Eu vi que Deus veio assentar-se
Perto do fogão de lenha da minha casa
Chegou sem alarde, retirou o chapéu da cabeça
E buscou um copo de água no pote de barro
Que ficava num lugar de sombra constante.
Ele tinha feições de homem feliz, realizado
Parecia imerso na alegria que é própria
De quem cumpriu a sina do dia e que agora
Recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe.
Eu o olhava e pensava:
Como é bom ter Deus dentro de casa!
Como é bom viver essa hora da vida
Em que tenho direito de ter um Deus só pra mim.
Cair nos seus braços, bagunçar-lhe os cabelos,
Puxar a caneta do seu bolso
E pedir que ele desenhasse um relógio
Bem bonito no meu braço
Mas aquele homem não era Deus,
Aquele homem era meu pai
E foi assim que eu descobri
Que meu pai com o seu jeito finito de ser Deus
Revela-me Deus com seu
Jeito infinito de ser homem.

FELIZ DIA DOS PAIS!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010